Um doce mercado para o Brasil

Sejam tropicais ou exóticas, as frutas brasileiras caíram no gosto dos europeus. O país exporta para 27 países do Velho Mundo. As exigências são, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Fernandes, uniformes e resumem-se ao controle de resíduos e patologias. “Eles querem é minimizar riscos. E está certo. Nossa fruta melhora consideravelmente a qualidade”, avalia o dirigente.

As frutas preferidas dos estrangeiros são a laranja, a maçã e a uva de mesa. Ele comenta que os países importam em período de entressafra, já que também produzem em seu território. Um dos desafios para o Brasil é conseguir exportar a banana, segunda fruta mais produzida no país. Fernandes explica que apenas cinco empresas dominam 39% das exportações de banana no mundo. “Nosso preço não é competitivo, e a qualidade é igual a de outros países. O governo está lento nesse sentido. Outros países estão firmando acordos de livre comércio, e o Brasil está ficando para trás”, observa.

A cadeia do suco de laranja é uma das mais avançadas em termos de controle de resíduos e atendimento de regras internacionais. O maior comprador é a Europa, que adquire em torno de 70% das exportações brasileiras. O mercado de suco de laranja é muito restrito. Embora sejam mais de 70 países compradores, dez mercados respondem por quase 90% do negócio. Nos últimos anos, o suco de laranja tem sofrido com a influência e a entrada de novas bebidas, fazendo com que o consumo mundial do produto concentrado caísse na última década, de 2,7 milhões de toneladas/ano para 2,1 milhões de t/ano, conforme dados da Associação Nacional dos Exportadores de sucos Cítricos (Citrus-BR). O setor passou em 2011 por embargo dos Estados Unidos em função de um resíduo, o fungicida carbendazim. Embora discordem da interpretação da regra de uso do fungicida pelos EUA, nos próximos meses, a indústria já estará habilitada para exportar suco sem essa substância, visto que houve tempo para que algumas pulverizações não ocorressem. Conforme a associação, o suco livre dessa substância será disponibilizado em breve aos EUA, que representam 15% das exportações nacionais.

Sem novos compradores

O suco de laranja é um produto caro, portanto, restrito a países com renda per capta mais alta. Embora a China tenha crescido muito na última década, todo o seu consumo representa 10% da demanda dos EUA.

O gigante asiático ainda não tem renda para ampliar seu consumo. Toda vez que o preço do suco sobe, os chineses diminuem a demanda. n A Rússia vem aumentando suas compras, no entanto, ainda não é um mercado tão grande a ponto de puxar as vendas.

A Índia, que também é um dos expoentes do mundo emergente, não possui estrutura de refrigeração para distribuição de suco.

 

Fonte: Citrus-BR/Correio do Povo rural

Exportação de mamão para os Estados Unidos está suspensa.

As exportações de mamão de empresas capixabas para os Estados Unidos estão suspensas desde a última segunda-feira (6), devido à greve dos fiscais federais agropecuários. O prejuízo semanal chega a US$ 150 mil (cerca de R$ 303 mil) no Estado, de acordo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), entidade que representa as empresas exportadoras junto ao governo americano.

Atualmente, quatro empresas capixabas exportam cerca de 76 toneladas de mamão por semana para os EUA, movimentando aproximadamente US$ 30 mil por dia. A inspeção das frutas comercializadas para o mercado norte americano é realizada pelos fiscais, diariamente, para verificar os critérios de exportação estabelecidos no acordo comercial firmado entre os governos dos dois países e regulamentado pela Instrução Normativa do Ministério da Agricultura. “É um requisito para a exportação do mamão nacional. A fiscalização verifica a segurança alimentar do produto, baseada nos procedimentos de produção e boas práticas agrícolas”, diz Rodrigo Martins, presidente da Brapex.

Martins reconhece a validade da greve dos fiscais, mas manifesta preocupação com o setor. “Com a greve, as empresas ficam impossibilitadas de exportar para os EUA, importante mercado consumidor. Sem exportação, toda cadeia produtiva fica prejudicada com a queda na demanda da fruta”, destaca Martins

 

Fonte: http://tvterraviva.band.com.br/noticia.aspx?n=611109

Exportação de frutas avança 23%

A expectativa do setor é de crescimento ainda maior nos próximos meses, implicando em queda dos preços

Ao contrário do que ocorreu em alguns dos setores com maior participação nas exportações cearenses – a exemplo das indústrias têxtil e calçadista, que apresentaram queda significativa no primeiro semestre deste ano -, a fruticultura registrou um aumento expressivo da receita advinda das vendas ao exterior nos seis primeiros meses de 2012.

Em comparação com igual período de 2011, o avanço do setor foi de 23,4%, segundo dados da do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O crescimento fez com que o Ceará ficasse na segunda posição entre os estados brasileiros que receberam maior receita com a exportação de frutas, ficando atrás apenas de São Paulo.

De acordo com o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, o avanço no período se deve à união de diversos fatores, entre os quais se destacam as melhores condições de infraestrutura do Estado, a utilização de novas tecnologias e a alta do dólar nos últimos meses, em comparação com o primeiro semestre do último ano.

Segundo Bringel, os investimentos voltados aos projetos de irrigação são alguns dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do setor nos últimos meses. A atração de investimentos para a zona rural cearense, acrescenta, também tem impulsionado a fruticultura.

Maiores avanços

Principal fruta exportada no período, o melão apresentou elevação de 44,4% no último semestre, em relação a similar período de 2011. A maior variação, porém, foi do coco, 314,3%, sendo seguida pela melancia, que registrou aumento de 161,5% . Conforme o presidente da Frutal, o avanço do melão é visto de forma especialmente positiva, uma vez que esse produto demanda elevada mão-de-obra.

Euvaldo Bringel destaca que as exportações no primeiro semestre correspondem a aproximadamente um terço do total de vendas ao exterior a cada ano. Nos seis primeiros meses deste ano, foram exportados US$ 33,6 milhões. A expectativa do setor, informa, é alcançar US$ 100 milhões até dezembro.

Em 2008, recorda, as exportações alcançaram cerca de US$ 130 milhões. Contudo, destaca Bringel, por conta da crise financeira internacional, as vendas no exterior, nos anos seguintes, caíram significativamente, ficando abaixo dos U$ 100 milhões. Nesse contexto, indica, os produtores passaram a se voltar mais para os consumidores do País.

Mercado interno

Conforme o presidente da Frutal, o mercado interno também tem se mostrado promissor para o setor, devido, entre outros fatores, ao aumento da renda do brasileiro. Conforme explica, com maior poder aquisitivo, muitos consumidores que antes priorizavam unicamente itens alimentícios como arroz, carne e feijão agora passam a consumir mais frutas. Além disso, diz, a maior longevidade da população também têm influenciado o setor.

Ele informa ainda que, devido à produção em larga escala e à demanda do mercado interno, a tendência é que diversos itens tenham queda nos preços nos próximos meses.

Mesmo com a elevação expressiva das exportações, alguns itens apresentaram queda nas vendas ao exterior, como a banana e o mamão. Segundo Euvaldo Bringel, a redução está ligada ao aquecimento do mercado interno, que demandou com mais força os produtos. O abacaxi, por sua vez, teve uma queda de 100% nas exportações. Conforme explica, o fato se deveu a pragas que atingiram a produção da única empresa, no Ceará, que exporta esse item.

Gargalos

Apesar dos avanços da fruticultura, Bringel ressalta que há diversos gargalos a serem superados no Estado. O principal, afirma, é a baixa escolaridade do trabalhador rural. “Se uma pessoa não sabe ler, como vai ler um manual e aprender a usar um defensivo ou saber como fazer a manutenção de um equipamento?”, ilustra o presidente da Frutal.

Outro entrave, destaca, é o baixo valor da terra, o que, para os pequenos produtores, acarreta em dificuldades para apresentar garantias e adquirir crédito.

Movimentação nos portos

O crescimento do setor impactou também na movimentação dos portos do Pecém e do Mucuripe. Conforme Bringel, a maior parte das frutas exportadas pelo País saem dos dois portos cearenses. Nos seis primeiros meses deste ano, foram exportadas, pelo porto do Pecém, cerca de 55 mil toneladas de frutas. Do total, 71,1% teve origem no Ceará. Em segundo lugar, está o Rio Grande do Norte, com 25,5%.

 

 

REPÓRTER: JOÃO MOURA

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1163777

 

Dólar e clima beneficiam os embarques de frutas do país

Depois de sofrerem com o clima adverso e o real valorizado, os exportadores brasileiros de frutas frescas começaram a estancar parte das perdas acumuladas nos últimos anos. Ainda limitadas pela crise que atinge a Europa, o principal destino, as exportações nacionais agora contam com os estímulos do dólar mais forte e do clima favorável a culturas como melão e maçã para voltar a crescer, em volume, depois de quatro anos de quedas.

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de frutas frescas chegaram a 271,2 mil toneladas, crescimento de 8,6% sobre as 249,6 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). Em receita, esses embarques renderam US$ 206,3 milhões, uma alta de 5,6% na mesma comparação.

Apesar da recuperação, o déficit da balança comercial de frutas frescas aumentou no primeiro semestre, impulsionado pelo avanço contínuo das importações. Nos primeiros seis meses do ano, o segmento acumulou um déficit de US$ 46,5 milhões, ante resultado negativo de US$ 30,1 milhões em igual período do ano passado. O resultado, contudo, deve se reverter no segundo semestre, quando as exportações de melão, uva e manga ganham fôlego.

O melhor desempenho das exportações no período é um claro resultado da melhor condição climáticas nas regiões produtoras de melão e maçã – os dois produtos responderam por 44,3% dos embarques de frutas frescas do país no período -, informou o gerente técnico do Ibraf, Cloves Ribeiro. “Com o clima propício e o dólar valorizado, a tendência é apresentar resultados melhores no fim do ano”, prevê o especialista.

Principal item da pauta de exportações de frutas, os embarques de melão saltaram 49,5% no primeiro semestre ante o mesmo intervalo de 2011, para 53,1 mil toneladas. No primeiro trimestre do ano passado, os produtores do Rio Grande do Norte, principal polo de produção de melão do país, sofreram com o excesso de chuvas, que comprometeu a exportação da fruta na temporada 2010/11, que vai de agosto a maio.

Prejudicada pelo clima adverso nos últimos anos, as exportações também voltaram a subir no semestre. Entre janeiro e junho, os embarques da fruta na safra 2011/12, que se encerrou em abril, cresceram 38,7%, para 67,1 mil toneladas, segundo o Ibraf.

A despeito da retomada do crescimento dos volumes embarcados, o que não acontecia desde 2007, um ano antes da crise que derrubou as compras da Europa, Ribeiro não vê motivos para comemorar. “Há uma retomada aparente porque os outros anos foram muitos ruins. Mas estamos longe de compensar o prejuízo que tivemos”, diz o gerente.

E recuperar o terreno perdido não será tão simples, diz Ribeiro. No ano passado, o Brasil exportou 681, 2 mil toneladas de frutas frescas, o menor nível desde 2002. “A demanda continua baixa, especialmente porque nosso principal mercado continua sendo o europeu”, pondera. A União Europeia é responsável por 80% das exportações nacionais de frutas.

Para reduzir a dependência, os exportadores enfrentam o lento trabalho de ampliação de mercados como os do Oriente Médio e do Mercosul. “O mercado árabe é promissor, mas a distância e as dificuldades logísticas tornam o processo muito caro”, afirma Ribeiro. Já os embarques para os países da América do Sul, ficam restritos à melancia e banana. “Não temos um mix de produtos para o Mercosul”, diz.

Diante das dificuldades em abrir novas frentes, uma das opções tem sido destinar a produção para o mercado interno. Produzidas basicamente para a Europa até a eclosão da crise de 2008, as uvas sem semente do Vale do São Francisco encontram compradores no Brasil. “O aumento do poder aquisitivo da população aumentou o interesse para essas frutas”, afirma Ribeiro.

A força do mercado doméstico, por sua vez, tem alavancado as importações de frutas frescas. Nos primeiros seis meses de 2011, o Brasil comprou 231,4 mil toneladas, alta de 4,1% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Na mesma comparação, o Brasil gastou US$ 252,8 milhões com as importações, crescimento de 12,1%. “Precisamos importar frutas que não produzimos ou não temos oferta razoável”, diz Ribeiro. São os casos de pera, cereja e ameixa.

 

Fonte: http://www.iica.int/Esp/regiones/sur/brasil/Lists/clipping/DispForm.aspx?ID=3179

Certificação pode reduzir impactos da soja no Cerrado

Sete em cada dez países do mundo já compraram soja e derivados produzidos no Brasil. Certificar a produção reduziria impactos socioambientais e sinalizaria compromisso do país com a sustentabilidade.

por Aldem Bourscheit

Brasília (DF) – Levantamento do WWF-Brasil sobre dados oficiais do Governo Federal revela que sete em cada dez países do planeta compraram soja e derivados produzidos no país entre 2001 e 2010. As exportações são basicamente de grãos, farelo e óleo de soja.

China, Holanda, França, Espanha, Alemanha, Tailândia, Itália, Irã, Reino Unido e Coreia do Sul compraram oito em cada dez quilos das exportações naquela década. Esses países desembolsaram US$ 89 bilhões por 301 milhões de toneladas no período.

Entre 2001 e 2010, a produção da oleaginosa cresceu em todas as regiões do Cerrado, especialmente em municípios do Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O avanço se dá com desmatamento ou substituição de pastagens.

O Brasil é a principal fonte de soja para a China e um dos maiores exportadores em nível global. O produto é um dos principais itens da balança comercial brasileira, com grande incremento em área e produtividade média por hectare graças a investimentos públicos e privados.

Desde os anos 1970, a produção saltou de 12 milhões para quase 60 milhões de toneladas anuais, enquanto a área cultivada passou de 6,9 milhões para 21,5 milhões de hectares. Até 2020, os cultivos poderão cobrir 30 milhões de hectares, sempre com foco nas “terras baratas” do Cerrado.

Na próxima década, as exportações podem alcançar 41 milhões de toneladas, com aumento de 12 milhões de toneladas em relação ao exportado em 2010/11. Mais de 40% dos grãos, metade do farelo e um terço do óleo de soja produzidos no Brasil são exportados.

RTRS – Para reduzir impactos socioambientais da produção de soja, um dos caminhos defendidos pelo WWF-Brasil é o da certificação nos padrões da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS, sigla em Inglês). Até agora, 78 mil hectares atendem a essas regras no país, distribuídos em fazendas na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

“Se o Brasil seguirá apostando nas commodities, que isso ocorra sob padrões sustentáveis. Os critérios de produção da RTRS foram definidos em conjunto por produtores, indústria e sociedade civil”, comentou o coordenador do Programa Agricultura do WWF-Brasil, Cassio Franco Moreira.

Produtores interessados em certificar sua produção devem procurar um empresa capacitada e autorizada a trabalhar com os critérios da RTRS. Confira uma lista aqui.

Fim do ano passado, empresas holandesas de varejo, comércio e indústria anunciaram investimentos iniciais de € 7 milhões para garantir 100% de soja responsável até 2015 na produção de carne, laticínios, ovos e outros alimentos na Holanda. O país é o segundo maior comprador de produtos de soja brasileiros, logo atrás da China.

O Cerrado é a segunda maior formação natural da América do Sul, logo atrás da Amazônia, grande fonte de água e abrigo de 5% das espécies do planeta. Metade da vegetação original desapareceu, e as perdas anuais continuam em quase 6,5 mil quilômetros quadrados.

O levantamento do WWF-Brasil também mostra que na década 2001-2010 as lavouras de soja ganharam mais espaço nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Goiás e outros pontos marginais do Cerrado.

“O Cerrado já pagou um alto preço em benefício de modelos econômicos pouco sustentáveis. Ele precisa ter seus valores ecológicos urgentemente reconhecidos e valorizados, com ampliação da área protegida e aplicação de boas práticas de produção”, disse o coordenador do Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.

Menos de 3% dos 2 milhões de quilômetros quadrados do Cerrado estão efetivamente protegidas em parques nacionais e outras unidades de conservação. O bioma é um dos mais devastados do país, e ainda visto como fronteira aberta ao avanço da agropecuária.

 

Fonte:http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31842%2FCertificao-pode-reduzir-impactos-da-soja-no-Cerrado

Logo orgânica da União Europeia agora é obrigatória

Desde 1° de julho deste ano, o novo logotipo orgânico da União Europeia (UE) é obrigatório para alimentos orgânicos pré-embalados que atendem as normas necessárias. O período de transição é de dois anos, nesse intervalo as empresas devem se adaptar as novas regras a fim de evitar o desperdício de embalagens  preexistentes. Etiquetas nacionais, regionais ou próprias, continuarão a existir lado a lado com o logo da UE.

Para produtos orgânicos importados e não embalados, a Euro-leaf (Euro-folha) continuará sendo opcional. Sob uma série de acordos bilaterais assinados com países terceiros, produtos orgânicos não europeus serão reconhecidos se forem produzidos sob as mesmas, ou equivalentes, condições de produção europeia. No entanto, seus rótulos devem indicar de forma clara a origem do produto. De acordo com oficiais da comissão, o logo orgânico da UE já está ganhando reconhecimento dos consumidores. Segundo pesquisa, que será publicada em breve, o logotipo já é familiar para 24% dos cidadãos europeus.

 

Fonte: http://www.organicsnet.com.br/2012/07/logo-organica-da-uniao-europeia-agora-e-obrigatoria/

Alimentos orgânicos são mais nutritivos que os convencionais

Um novo estudo, da Washington State University, aponta que os alimentos orgânicos não são apenas mais nutritivos do que os convencionais, como também fazem bem ao solo onde são plantados.
O número de diferenças nutricionais não é enorme, mas é significativo. Alimentos orgânicos, por exemplo, possuem mais fósforo. O estudo analisou 13 tipos de morangos orgânicos e 13 tipos de morangos convencionais e determinou que os orgânicos são mais saborosos, nutritivos e deixam uma maior variedade genética no solo em que são plantados.
Mais detalhadamente, os orgânicos tinham maiores níveis de antioxidantes, ácido ascórbico e polifenóis. Provadores anônimos experimentaram as diversas variedades de morangos e concordaram que os orgânicos também eram os mais saborosos e tinham uma aparência melhor.
Quando analisaram o solo no qual os morangos eram cultivados, os cientistas concluíram que o solo dos frutos orgânicos tinha uma maior diversidade genética, mais micronutrientes, seqüestrava uma maior quantidade de carbono e tinha uma maior atividade enzimática.
O problema é o preço, ele tem que cair mais para estar acessível à todos os estratos sociais.

Pesca excessiva pode acabar com 30% dos pescados, aponta relatório da FAO

Se a população não garantir a pesca sustentável, cerca de 30% das espécies de peixe poderá desaparecer. O motivo? A pesca excessiva. As informações fazem parte do relatório Reconstruindo Pescas: O Caminho a Seguir, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), na segunda-feira, 9 de julho.

Segundo a agência da ONU, além de afetar o meio ambiente de forma negativa, a situação também causa efeitos sociais e econômicos. Por isso, o documento oferece ideias políticas de pesca para contribuir com o crescimento verde e a preservação dos meios de subsistência que dependem direta ou indiretamente dessa atividade econômica.

A análise sugere que, para a recuperação do setor, são necessários planos como:

Avaliar de forma abrangente a condição ecológica, econômica e social da pesca;

Definir objetivos claros, metas, regras de controle da exploração e indicadores de avaliação;

Envolver-se com as partes interessadas sobre questões como os custos e os benefícios de um plano de reconstrução;

Implementar instrumentos de controle de vigilância, com o acompanhamento adequado.

As estatísticas apontam que, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados, isso significa que encontram-se próximos de atingir o limite sustentável. Apenas 13% das espécies estão livres dessa situação. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, afirmou o relatório.

A agência acredita que a recuperação da pesca pode aumentar em duas a cinco vezes o seu preço, o que dependerá das características ecológicas, econômicas e regulatórias de cada local.

Em 2012, o setor produziu uma safra recorde, equivalente a 128 milhões de toneladas de pescado para o consumo humano – média de 18,4 Kg por pessoa. Atualmente, a área também emprega 55 milhões de trabalhadores.

 

Fonte: http://www.cqcsplus.com.br/sustentabilidade/index.php/pesca-excessiva-pode-acabar-com-30-dos-pescados-aponta-relatorio-da-fao/

Produtores de uva orgânica estarão reunidos em Bento Gonçalves/RS

Na próxima quinta-feira (19/07), Bento Gonçalves/RS sedia o 6º Seminário Regional da Uva Orgânica

O evento, que é promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Bento Gonçalves, através da Secretaria Municipal do Desenvolvimento da Agricultura, e Centro Ecológico de Ipê, inicia às 9 horas, no CTG Laço Velho, no Bairro Planalto.
Bento Gonçalves é o maior produtor de uvas do Rio Grande do Sul. Dos 6 mil hectares cultivados, apenas 74 ha são de uva orgânica. De acordo com o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Gilberto Salvador, apesar da produção orgânica ser pequena, ela vem crescendo. No município, 49 agricultores têm produção de uva orgânica certificada, em 70 hectares; e cinco, não certificada, em 4 hectares, totalizando uma produção de mais de 1.300 toneladas da fruta. O destino são as vinícolas do município e da região, principalmente de Garibaldi, que produzem vinho e suco orgânicos.
Durante o seminário, será apresentada a experiência do agricultor Jorge Salton, que desde 1998 cultiva uvas orgânicas em 10 hectares. As variedades de mesa são vendidas na feira do município, e as demais, para cantinas para produção de suco e vinho. Conforme Gilberto, também serão relatados os tratamentos feitos nos parreirais nos últimos anos, que reduzem o custo de produção, mas dão mais mão-de-obra.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas na Secretaria da Agricultura de Bento Gonçalves, nos escritórios da Emater/RS-Ascar do município e da região ou no local do evento. A previsão é de que cerca de 400 agricultores de municípios das regiões de Caxias do Sul, Estrela e Passo Fundo participem.

Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=4&cid=126466

 

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